
O Yahoo! colocou sobre a mesa suas duas melhores cartas ao anunciar acordos com o Google e também tentar uma fusão com a AOL, mas a estratégia não parece ter mudado a visão do mercado a respeito da provável vitória da Microsoft na batalha pelo controle da empresa.
Na quarta-feira (9), o Yahoo! anunciou testes para uma parceria na área de publicidade on-line com o Google. Pessoas próximas à negociação afirmam que esta é uma parte da estratégia adotada para fundir o Yahoo! com a AOL, do grupo Time Warner, em vez de aceitar a proposta da Microsoft.
O Google, que desde o início das negociações, há dois meses, trabalha para impedir a fusão Microsoft-Yahoo!, é dono de 5% da AOL.
Ontem também surgiram rumores no mercado de que a gigante do software estaria próxima de fechar um acordo com a News Corp, de Rupert Murdoch, para aumentar a oferta (US$ 31 por ação).
“Todo mundo está apenas explorando possibilidades. A melhor opção [para o Yahoo!] é aceitar o acordo com a Microsoft”, afirma Mike Binger, gerente de fundos da Thrivent Financial, de Minneapolis, que possui ações de ambas as empresa.
Níveis diferentes
Binger afirma que uma fusão entre a AOL e o Yahoo! não faz sentido. “Eu vejo o Yahoo! como uma marca madura e a AOL como uma marca em declínio”, afirma.
Pelo acordo, a AOL iria unir suas operações com o Yahoo!, com exceção da área de conexão à internet. A subsidiária da Time Warner injetaria uma quantia no Yahoo!, em troca de 20% da empresa resultante da fusão.
O Yahoo! utilizaria o dinheiro da Time Warner e de outros fundos para recomprar suas próprias ações, a um valor entre US$ 30 e US$ 40 cada, resultando em uma operação de vários bilhões de dólares.
“A estrutura da AOL deve ser menos atrativa para os acionistas do Yahoo! do que a oferta da Microsoft”, afirma Youssef Squali, analista da Jefferies & Co. “Nós acreditamos que uma aquisição ‘limpa’ do Yahoo! pela Microsoft ainda é o cenário mais provável”, afirma.
Forças
Uma união entre Microsoft e News Corp para uma oferta pode criar um grande competidor para o Google, unindo Yahoo!, o MSN e a rede social MySpace.
Há dois meses, o Yahoo! procura alternativas para fugir de uma fusão com a Microsoft. Tenta mostrar a seus acionistas que ainda pode ser uma empresa lucrativa mesmo que se mantenha independente.
No dia 11 de fevereiro, a diretoria do Yahoo! já havia recusado oficialmente a oferta de compra feita pela Microsoft, no valor de US$ 31 por ação. Originalmente, a proposta valia US$ 44,6 bilhões, mas a queda das ações da Microsoft resultou em queda no número. Atualmente, essa quantia é de US$ 42 bilhões. Para o Yahoo!, a proposta subvalorizava a companhia.
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